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Espelho, espelho meu…

Sidney Cohen
Palestrante
CEO da Bit Partner Consultoria Empresarial
CEO do PME NEWS

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O que desperta a sua atenção quando você vai comprar um produto?  A qualidade, a beleza, ou o preço?

Em muitos casos, o ideal seria o “Bom, Bonito e Barato”, mas cá para nós, o “Bonito” até acompanha o “Bom”, mas dificilmente o “Barato”, certo?

Bem, se levarmos em conta que o padrão de estética interfere nas vendas, até entendo, principalmente para os alimentos perecíveis, que em muitos casos, os que não atendem este padrão são descartados. Mesmo preservando os nutrientes, em boa parte, o destino acaba sendo o lixo.

E sempre é bom lembrar que no Brasil, 41 mil toneladas de comidas são jogadas fora por dia e uma em cada nove pessoas passam fome, segundo o WFP (Programa Mundial de Alimentos). E para estimular o consumo de produtos “feios” e minimizar o desperdício, algumas empresas do setor, seja da quitanda do seu Zé aos grandes hipermercados, lançam campanhas promocionais que podem chegar até 40% de desconto.

Seguindo nesta linha, a empresa Fruta Imperfeita, também é uma boa opção para diminuir o desperdício de alimentos e tem em seu portfólio produtos que ela classifica como um novo padrão de beleza e servem de conexão entre produtores e consumidores via delivery.

Outra ação muito importante nessa direção é a da Plataforma Comida Invisível. São mais de 2 mil pessoas doando mais de 60 toneladas de alimentos para mais de 200 ONGs todos os meses. Uma observação importante, a plataforma está em conformidade com a Lei 14.016/20, que atende o combate ao desperdício de alimentos e também a doação de excedentes de alimentos para o consumo.

Grandes marcas também apoiam o combate ao desperdício alimentar, um bom exemplo é o da Danone, que lançará este ano a marca de Iogurte Good Save, com pedaços de frutas, consideradas feias, que seriam desperdiçadas. O projeto foi desenvolvido ao longo de um ano, junto à empresa Full Harvest Technologies, que atua junto com agricultores que vendem produtos que seriam descartados para empresas de alimentos e bebidas.

Outro ótimo exemplo que o “feio” vende é o Crocs. Em 2009, um ano após perder US$ 185 milhões do seu lucro, deu a volta por cima, por sinal, muito por cima, apostou na alta-costura, fechando a parceria com a grife Balenciaga. Quem diria, o Crocs, que em 2010 foi apontado como a 22ª. pior invenção, da  lista das  “50 piores invenções do mundo”, da revista Time. O famoso sapato de borracha que tem no conforto o seu carro chefe cresceu e muito em vendas na pandemia. Segundo a The Lyst Index (plataforma de pesquisa digital que lança a cada trimestre o ranking das 20 marcas mais “tops”) aponta que as buscas pelos calçados desses modelos cresceram 32% por mês em 2020.

Uma das estratégias para os negócios da empresa está na parceria com astros globais. Uma delas, com o Justin Bieber.  A marca Drew, do cantor, entrou no negócio com um modelo exclusivo. O produto esgotou em poucos dias depois do lançamento. Após a parceria com Bieber, as ações da Crocs aumentaram em 11%.

Sinais de que o feio não compromete. Viu Rainha Má da Branca de Neve? Se soubesse disso hein, “espelho, espelho meu…”.

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